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Tocantins realiza primeira captação cardíaca

31/07/2020 - Luciana Barros/Governo do Tocantins

A Secretaria da Saúde do Tocantins (SES), por meio da Central Estadual de Transplante do Tocantins (CET), a Central Nacional de Transplante (CET) e a equipe do Hospital Municipal de Araguaína (HMA) realizaram, na madrugada desta sexta-feira, 31, a primeira captação cardíaca no Estado.

Uma criança de três anos teve morte encefálica e a família autorizou a doação dos órgãos, sendo captados o coração e as córneas. Como o Tocantins ainda não possui serviço de captação cardíaca, a Central Estadual acionou uma equipe de outro estado que veio para realizar o procedimento. As córneas foram captadas pelo Banco de Olhos do Tocantins (Boto).

“A CET Tocantins organizou toda logística para que o desejo da família fosse atendido, juntamente com o Hospital Municipal de Araguaína, e tudo ocorreu dentro do esperado. Sabemos que esta doação de órgão vai beneficiar outras vidas e isso nos enche de orgulho e satisfação. Vale salientar que esta captação foi possível graças à autorização da família. É preciso que a sociedade entenda a importância do ato de doar", salienta a coordenadora da Central Estadual de Transplante do Tocantins, Suziane Crateús.

A coordenadora também explica que, caso a pessoa queira ser doadora, não é preciso deixar nada por escrito e sim comunicar à família, pois somente os parentes (de até segundo grau) podem autorizar a doação.

O Tocantins já realiza o transplante de córneas desde 2016, com um total de 174 procedimentos. Agora, trabalha para a implantação do transplante renal.

Que tipo de órgãos podem ser doados?

Coração: o transplante só pode ser realizado por meio de um doador falecido, com morte encefálica constatada.

Válvulas cardíacas: esse tipo de transplante é indicado para pessoas com doenças da válvula do coração.

Fígado: é um órgão que tem a capacidade de regenerar-se, por isso, o doador pode doar parte de seu fígado, em vida. Esse tipo de transplante é realizado principalmente em casos de cirrose hepática.

Ossos: Os ossos doados podem ser mantidos em um banco por um longo período.

Medula óssea: é responsável por produzir componentes do sangue e é usada para a cura de doenças que afetam as células do sangue, como a leucemia.

Rim: os rins podem ser doados tanto em vida quanto após o falecimento. A doação do rim geralmente é feita para pessoas com hipertensão, diabetes, insuficiência renal crônica, entre outras doenças renais.

Pâncreas: O transplante é feito em pessoas com diabetes e sérios problemas renais.

Córneas: o transplante só pode ser feito a partir de doadores falecidos, com idade entre 2 e 80 anos. Ceratocone e distrofia do endotélio são algumas das doenças graves que podem afetar a córnea, parte do olho que controla a passagem de luz para a retina.

Pele: O transplante de pele é recomendado no caso de pessoa que tenha sofrido extensas queimaduras ou doenças dermatológicas graves.

Pulmão: Em situações especiais, uma parte do pulmão pode vir de um doador vivo e são necessários dois doadores para um receptor.

 

Edição: Caroline Spricigo

Revisão: Marynne Juliate

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