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Acadêmicos da Unicatólica recebem oficina sobre técnicas de construção de caixas para criação de abelha sem ferrão

08/11/2019 - Edvânia Peregrini /Governo do Tocantins

 

 

O interesse em aprender técnicas de criação de abelhas sem ferrão reuniu cerca de 20 acadêmicos da Universidade Católica do Tocantins para participarem do I Ciclo de Palestras sobre Meliponicultura. O encontro começou na tarde desta sexta-feira, 8, com uma Oficina sobre a construção de caixas para a criação de abelhas sem ferrão, ministrada pelo técnico do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), Wandro Cruz. As atividades ocorrem no Campus II da Instituição, em Palmas, até este sábado, 9.

A iniciativa é uma realização do Grupo de Estudos de Abelha sem Ferrão (GEASF), que tem por finalidade disseminar o interesse pela pesquisa da meliponicultura aos acadêmicos da Instituição. A programação é voltada para os estudantes de Zootecnia, Agronomia, Engenharia Ambiental e aos chacareiros do entorno, que também foram convidados para as atividades.

Wandro Cruz é extensionista do escritório local do Ruraltins de Araguaína, e a convite, vem realizando parcerias com a Instituição para a propagação da técnica. “Este é o terceiro curso que o Ruraltins traz para a Católica, e como já existe uma turma cuidando das abelhas, do meliponário, surgiu a ideia da oficina para padronizar o conhecimento. Estamos aqui para mostrar a forma simples e eficiente de construir as caixas, os cinco tipos de caixas para as variadas espécies de abelhas sem ferrão”, explicou o técnico.

Conhecimento e disseminação

Para a estudante do curso de Zootecnia, Cecília Sousa Andrade, o evento é um desejo antigo, que iniciou com estudos das abelhas sem ferrão e a instalação do meliponário na Instituição. “Os professores foram incentivando os alunos do estágio a cuidarem do meliponário, e eu fui uma dessas, junto com outros alunos também. Então a gente fez uma programação de coisas que seriam possíveis de se realizar com as abelhas da faculdade em um evento como este”, disse.

Sobre os estudos das abelhas realizados pelo GEASF, a ideia é trazer cada vez mais pessoas interessadas pela pesquisa. “Ter um grupo se envolvendo com a atividade, trabalhando com as abelhas, faz com que outras pessoas também enxerguem uma área nova para fazer pesquisa e assim, poder incentivar essa cadeia”, disse a acadêmica, que também pretende conduzir seu trabalho de conclusão de curso voltado para a pesquisa da meliponicultura.

Peter Gaberz é um dos professores que está conduzindo o grupo de acadêmicos a desenvolverem as ações e assim, disseminar a proposta da criação das abelhas sem ferrão. “Com seis alunos este ano, a ideia do GEASF, bem como as ações, é trabalhar a conscientização sobre a importância das abelhas sem ferrão tanto para o meio ambiente quanto para agricultura, pois essa abelha é um importante polinizador e hoje em dia é muito desvalorizada”, ressaltou.

O evento é aberto ao público e segue até este sábado, 9, com as orientações sobre a multiplicação de enxames e a instalação dos meliponários e a palestra sobre um novo conceito de criação doméstica de abelha sem ferrão.

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