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Companhia de Dança MundArt do Colégio São José encanta e transforma vidas

05/12/2018 - Josélia de Lima/Governo do Tocantins

Despertar habilidades e adquirir conhecimento sobre o mundo e si mesmo é a proposta do professor Luiz Felipe Souza (Zen Art), que atua no Colégio Estadual São José, na Quadra 1.106 Sul, em Palmas, com oficinas e aulas de artes. Ele ajudou a criar a Companhia de Artes MundArt, que em apenas um mês de criação já realizou nove apresentações e uma delas foi no Festival de Artes das Escolas (Faes), promovido pela Prefeitura de Palmas.

Foi no grupo de dança que os alunos deram um novo sentido à vida e descobriram talentos, como contou a estudante Railene Soares, de 17 anos. “Gostei tanto de dançar que parece que renasci. Minha mãe até veio conversar comigo, disse que eu estava diferente. A dança me transformou, aprendi a ser mais humilde e mais determinada”, contou.

A dança floresceu no Colégio São José depois que a auxiliar de biblioteca, Wédna da Cunha Alves, conheceu o professor de Artes, Luiz Felipe Souza, e o convidou para uma apresentação de dança na escola. Enão o professor passou a ser voluntário na unidade escolar, reuniu os estudantes que gostariam de dançar e logo formou a Companhia de Dança MundArt.

O estudante Lucas Daniel, de 16 anos, falou de suas percepções sobre a dança. “Vai além dos movimentos, aprendemos a viver melhor, a observar valores e a nos sentir mais felizes”, disse. 

Os alunos gostaram tanto da dança que estão solicitando, à equipe gestora da escola, que organize atividades de artes no período de férias. O professor Felipe revela que pretende trabalhar com um universo maior de alunos e inserir, na escola, aulas ou oficinas de música, de circo e de teatro.

O que torna a Companhia MundArt diferente é o respeito entre os componentes e, no início de cada apresentação ou ensaio, meditam para acalmar a mente, para reduzir o estresse, a ansiedade e a aprenderem a ter foco, objetivos e metas.

Educar com arte

O professor Luiz Felipe Souza nasceu em São Paulo, trabalha há 18 anos com artes em instituições de ensino e em entidades sociais. Para ele, a arte é apenas um meio para se aprender e compreender a vida, a sociedade e o meio onde vive. “O nosso lema é aprender a aprender, devemos estar abertos para o conhecimento”, destacou.

Esse grupo de alunos está em constante processo de aprendizagens e de avaliações. “Se eles faltarem às aulas, se tirarem notas baixas, ficarão na geladeira, isto é, não participarão das apresentações”, revelou o professor. Com a dança, os estudantes aprendem a se relacionar melhor com os colegas, a vivenciar novos sentimentos, como satisfação, alegria, superação, cooperação e companheirismo. Eles também passaram a gostar mais da escola.

Proemi

O Colégio Estadual São José desenvolve o Programa Ensino Médio Inovador (Proemi), por meio do qual, a instituição de ensino oferece atividades extracurriculares. Neste ano, o destaque foram as aulas ministradas no cursinho de matemática, de língua portuguesa e de ciências, ministradas no contraturno para atender aos alunos matriculados na 3ª série do ensino médio que estão pleiteando vagas nas universidades.

A coordenadora pedagógica Zoelia Tavares de Castro, responsável pelo Proemi, explicou que a dança trabalha, principalmente, o protagonismo juvenil. “Ficamos muito felizes e empolgados com o resultado do grupo de dança, principalmente, pelo empenho dos alunos”, contou. Estamos propondo realizar nesse período de férias o Projeto Escola Aberta, com a oferta de oficinas de artes para alunos, professores e comunidade. “Também poderemos fazer rodas de leitura, como forma de aproximar as pessoas da biblioteca”, ressaltou professora Zoelia.

Por meio do Proemi, foi firmada uma parceria com a Universidade Católica e os alunos participaram de uma oficina de gerenciamento de projetos e de criação de soft para androides. Outra atividade promovida pela escola, neste ano, foi a visita dos alunos aos laboratórios de aulas do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

A escola desenvolve com a parceria da Universidade Federal do Tocantins um projeto de empoderamento das jovens, para que elas estejam mais preparadas para lidar com situações de violência, de assédio. “O importante é essas alunas saberem fazer escolhas, e em situações que representem perigo, saber que poderão buscar ajuda em locais específicos”, esclareceu a professora Zoelia.

 

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