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Tocantins é o primeiro estado a ter rede de pesquisas sobre produtos químicos agrícolas

10/10/2018 - Laiany Alves/Governo do Tocantins

Um importante marco para o controle, a intervenção e a prevenção do uso de agrotóxicos envolvendo produção agrícola, trabalhadores, consumidores e o meio ambiente foi realizado nessa terça-feira, 9. O Tocantins se torna o 1º estado brasileiro a ter uma rede de pesquisas sobre produtos químicos agrícolas com a assinatura do Termo de Cooperação Técnica da Rede Analítica e de Pesquisas em Produtos Químicos Agrícolas das regiões Norte e Centro-Oeste do Brasil.

A implementação da Rede é instrumento que cria condições de análise e pesquisa necessárias para investigar o impacto do uso de agrotóxicos na saúde de trabalhadores, nos alimentos e no meio ambiente, por meio da avaliação do nível de contaminação nas águas, nos sedimentos de rios, peixes, alimentos naturais ou processados, nos trabalhadores, e outras matrizes humanas e ambientais, avaliando os diversos fatores ocupacionais, físicos, ecológicos e antrópicos que podem estar influenciando os níveis de contaminação.

Para o representante do núcleo de estudos ambientais e saúde do trabalhador da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), Jackson Rogério Barbosa, a integração da rede analítica e de pesquisa é pioneira no país, “pois visa integrar tanto aqueles que trabalham com ensino, pesquisa e atenção, com a vigilância em saúde do trabalhador e do meio ambiente, na busca de harmonizar, unificar e apoiar a capacidade instalada dos laboratórios analíticos e das pesquisas em agrotóxicos envolvendo os seres humanos e ambientes.

“Esta é uma dificuldade nacional, a de fazer as análises e a demora nas respostas dos resultados, a rede vem facilitar neste campo. Não existe nós e eles, a saúde de um lado e agricultura do outro, somos todos nós vivendo no mesmo lugar e com condições de vida num ambiente saudável”.

“Essa discussão da necessidade de unir esforços para aprimorar as análises do uso do agrotóxico é fundamental para a sociedade, é necessário discutir os impactos que o uso dos produtos químicos que afetam a saúde do trabalhador, do consumidor e do meio ambiente. Precisamos aprimorar estes eixos de ensino, pesquisas, saúde e agronegócios na busca de novas formas de se trabalhar em prol deste bem maior, que é nossa saúde”, afirmou o procurador da 10ª procuradoria de justiça do Ministério Público Estadual e presidente do Fórum Tocantinense de Combate a Agrotóxicos, José Maria da Silva Júnior.

Para o secretário de Estado da Saúde, Renato Jayme, achar o ponto de equilíbrio entre o uso do agrotóxico, a saúde da população e meio ambiente é o grande desafio e a rede de pesquisas irá subsidiar essas ações para nosso Estado, que é um grande produtor.

O secretário de Estado do Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária, Thiago Dourado, afirmou que “a ciência do campo está em constante evolução, revolucionando a natureza, transformando o que não era produtivo em áreas produtivas; e esse debate cruzado de, como aumentar a produção e preservar o meio ambiente, tem norteado o agronegócio, é um questionamento mundial, produzir e preservar a vida e o meio ambiente. Esta rede vai ajudar a sanar problemas para podermos ter uma produção sustentável no Tocantins e no país”.

A Universidade Federal do Tocantins (UFT) abraçou a causa da Rede Analítica dando não só a estrutura dos laboratórios existentes na instituição como também disponibilizou todo seu corpo docente de pesquisadores para, em conjunto, colaborar com estudos sobre o tema.

Instituições envolvidas

Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Trabalho (MPT), Superintendência Regional do Trabalho, Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária (Seagro), Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), Policia Rodoviária Federal (PRF), Companhia Independente de Polícia Militar Rodoviária e Ambiental, Secretaria de Estado do Trabalho e Desenvolvimento Social, Universidade Federal do Tocantins (UFT), Instituto Federal do Tocantins (IFTO), Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), Centro Universitário Luterano (Ceulp/Ulbra), Instituto Tocantinense Antônio Carlos, Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Estado do Tocantins (Fetaet), Defesa Civil, Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Centro de Referência em Saúde do Trabalhador regional Araguaína, Comitê Gestor do Trabalho, Secretaria Municipal de Saúde de Palmas, Conselho Estadual de Saúde, Conselho de Secretarias de Saúde/ Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador e Trabalhadora, Núcleo de Saúde do Trabalhador de Palmas, Nova Central Sindical, Central Única dos Trabalhadores, União Geral do Trabalhadores, superintendentes, diretores e gerentes das SES.

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